18.10.2026 20H32
A Brasil Game Show começou suas atividades em 2009 e logo se tornou o maior evento do gênero em toda a América Latina. A feira serviu como palco para grandes anúncios, reuniu títulos de diversas gerações de videogames e apresentou ao público os principais estúdios da indústria.
No entanto, a edição de 2026 escancarou que o foco do festival não é mais o mesmo. Entre estandes de vendas variadas e a escassez de grandes novidades, fica evidente que o evento encolheu em relevância tradicional para os gamers.

O novo conceito da Brasil Game Show
Há 17 anos, a feira foi construída com base nos jogos eletrônicos e no público consumidor. No entanto, o cenário mudou drasticamente ao longo do tempo. Além da ausência de gigantes como PlayStation e Xbox, o espaço ganhou uma forte ocupação de influenciadores digitais e marcas que não pertencem ao ecossistema gamer.
Enquanto empresas como Nintendo, SEGA e Devolver Digital ainda tentaram manter a essência, muitas pessoas presentes criticaram o excesso de filas, a venda de produtos diversos e a falta de grandes lançamentos jogáveis. Por outro lado, marcas expositoras e criadores de conteúdo defenderam o formato como uma ferramenta essencial de aproximação com os fãs.

A visão de expositores e marcas
Para as companhias presentes, a feira continua cumprindo um papel estratégico de engajamento no mundo real. Representantes de empresas parceiras destacam que o evento funciona como uma ponte ideal para tangibilizar o carinho da comunidade digital em experiências presenciais e ativações comerciais.
Apesar disso, a ausência de grandes fabricantes de hardware e software abre espaço para debates sobre o futuro do entretenimento digital no país, com parte do público migrando o interesse para alternativas como a gamescom latam.
Fonte: canaltech