23.01.2026 00H20
Yakuza 3 Kiwami atravessa um momento complicado desde o anúncio oficial. Logo nos primeiros dias, o remake passou a enfrentar uma onda de críticas, impulsionada por escolhas controversas de elenco e por uma recepção negativa à sua demo jogável. Como resultado, a percepção pública do projeto segue cada vez mais abalada.
Inicialmente, a polêmica ganhou força quando fãs descobriram que Teruyuki Kagawa, um dos novos atores do jogo, admitiu envolvimento em um caso de assédio sexual em 2022. A revelação levou à criação do movimento #RemoveKagawa, que rapidamente se espalhou nas redes sociais e colocou a Ryu Ga Gotoku Studio sob intensa pressão.
Estúdio evita resposta direta e frustra a comunidade
Desde então, o estúdio responsável pela franquia Yakuza tenta lidar com a insatisfação dos fãs. No entanto, a ausência de um posicionamento claro sobre o caso ampliou ainda mais o descontentamento. Dessa forma, muitos jogadores passaram a enxergar a demo de Yakuza 3 Kiwami como a principal chance de reconquistar a confiança da comunidade.
Entretanto, o efeito foi o oposto. As reações online indicam que a demonstração falhou em impressionar e, em vários aspectos, agravou a situação do remake.
Comparações visuais levantam dúvidas sobre a qualidade do remake
Um dos pontos mais comentados surgiu a partir de um tweet do usuário SpainYakuza, que comparou um beco presente tanto no jogo original quanto na demo do remake. A diferença visual chamou atenção imediatamente.
Enquanto o Yakuza 3 original apresenta uma paleta de cores mais sóbria e realista, o remake aposta em tons excessivamente vibrantes. Para muitos jogadores, essa escolha prejudica a atmosfera do cenário, tornando o visual artificial e exagerado.
Não por acaso, termos como “visual cartunesco”, “brilho excessivo” e até comparações com jogos de PS2 começaram a circular. Além disso, parte da comunidade acredita que a saturação exagerada pode se tratar de um erro técnico. Ainda assim, o simples fato de um remake parecer inferior ao original causou forte indignação.
Como consequência, modders já iniciaram esforços para corrigir esses problemas por conta própria, antes mesmo do lançamento oficial.

Combate mantém problemas clássicos e irrita veteranos
Outro ponto sensível envolve o sistema de combate. No Yakuza 3 original, muitos jogadores criticaram a frequência exagerada de bloqueios inimigos, que tornavam os confrontos lentos e frustrantes. Um remake, naturalmente, criava a expectativa de ajustes e melhorias nessa mecânica.
No entanto, a demo indica que pouca coisa mudou. Inimigos continuam bloqueando ataques de forma constante, obrigando o jogador a recorrer repetidamente a agarrões e golpes pesados.
Um vídeo compartilhado pelo usuário Zizoplays1 mostra Kiryu atacando um inimigo que permanece em posição defensiva durante quase toda a luta. Como resultado, fãs passaram a chamar o jogo de forma irônica de “Blockuza”, reforçando a insatisfação com o combate.
Conteúdo removido e clima negativo aumentam a rejeição
Além das críticas técnicas, a remoção das tradicionais cenas de Revelação desagradou parte significativa da base de fãs. Somando essa decisão às controvérsias envolvendo o elenco, o sentimento geral em torno de Yakuza 3 Kiwami se tornou cada vez mais negativo.
Embora ainda exista tempo até o lançamento oficial, muitos jogadores já acreditam que a Ryu Ga Gotoku Studio perdeu uma oportunidade importante de reconquistar o público. Caso mudanças significativas não ocorram, o remake pode enfrentar dificuldades para se recuperar.
Apesar das críticas, o lançamento de Yakuza 3 Kiwami está confirmado para 11 ou 12 de fevereiro de 2026, dependendo da região e dos fusos horários. O título chega para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam), reunindo o remake completo com um conteúdo extra chamado Dark Ties.