Atualmente, a crise mundial de memória RAM atingiu um ponto inusitado no varejo. Por isso, em lojas da Costco, nos Estados Unidos, clientes passaram a encontrar computadores de demonstração literalmente vazios por dentro. Para conter furtos, a rede começou a remover fisicamente os pentes de memória RAM e, em alguns casos, até placas de vídeo dos PCs em exposição.
Além disso, imagens compartilhadas nas redes sociais mostram máquinas ligadas apenas para exibir iluminação RGB. No entanto, apesar de estarem visualmente ativas, muitos PCs não possuem memória instalada. Dessa forma, alguns equipamentos sequer funcionam, já que os slots de RAM aparecem completamente vazios.
Furtos dentro da loja viram problema recorrente
Enquanto isso, relatos de clientes indicam que funcionários flagraram pessoas abrindo gabinetes no meio dos corredores para retirar componentes. Por esse motivo, como os pentes são pequenos, fáceis de esconder e possuem alto valor de revenda, a prática se espalhou rapidamente.
Consequentemente, a Costco decidiu agir de forma preventiva. Em vez de apenas repor peças roubadas, algumas lojas passaram a manter os componentes guardados apenas para vendas reais. Assim, a rede reduz o risco de novos furtos e, ao mesmo tempo, minimiza prejuízos operacionais.
Alta dos preços torna RAM uma “mercadoria quente”
Além disso, o movimento acontece em meio a uma disparada histórica nos preços da DDR4 e DDR5. Atualmente, fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron priorizam a produção de memórias para data centers e aplicações de inteligência artificial. Como resultado, a oferta para consumidores diminuiu de forma significativa.
Por consequência, kits de DDR5 que custavam menos de US$ 100 em 2025 agora ultrapassam facilmente US$ 300 ou até US$ 400 em alguns mercados. Em alguns casos, inclusive, os aumentos superam 200%. Portanto, a memória RAM se tornou um dos componentes mais valorizados do momento.
Situação lembra boom da mineração de criptomoedas
Por outro lado, essa estratégia da Costco não é inédita. Durante o auge da mineração de criptomoedas, grandes varejistas também retiravam GPUs das máquinas de demonstração. Na época, o objetivo já era o mesmo: evitar perdas financeiras.
Agora, porém, o foco mudou. Ainda assim, a lógica permanece semelhante. Com a escassez atual, a memória RAM assumiu o papel de principal alvo. Dessa maneira, o varejo passou a adotar medidas mais rígidas para proteger estoques.
Mercado paralelo impulsiona furtos seletivos
Além disso, casos recentes mostram que ladrões estão cada vez mais seletivos. Em vários episódios, criminosos ignoram completamente outros componentes. Em vez disso, levam apenas os módulos de memória, deixando o restante do computador intacto.
Por fim, a lógica é simples: além de compactos, os pentes têm alta demanda e são fáceis de revender. Portanto, a RAM se consolidou como um dos itens mais visados do hardware atual, tanto no varejo quanto no mercado paralelo.

