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Holanda quer limitar uso de redes sociais por menores de 15 anos

O governo da Holanda acaba de lançar um conjunto de orientações que promete agitar a discussão sobre o tempo de tela entre os mais jovens. As novas recomendações sugerem que crianças com menos de 15 anos não devem ter acesso a redes sociais como Instagram, TikTok e similares. Além disso, o uso de smartphones por menores de 11 anos também deveria ser evitado.

Embora não tenham caráter obrigatório, essas diretrizes são consideradas um divisor de águas na Europa. Elas representam uma das abordagens mais rigorosas já adotadas por um país do continente com o objetivo de proteger o bem-estar psicológico de crianças e adolescentes diante dos riscos do ambiente digital.

Faixas etárias com regras bem definidas

O Ministério da Saúde da Holanda organizou suas sugestões com base na idade das crianças, de forma clara e objetiva:

O objetivo principal é enfrentar os efeitos negativos do uso excessivo de redes sociais, como ansiedade, depressão e baixa autoestima — questões cada vez mais comuns entre adolescentes e amplamente documentadas por pesquisas internacionais.

O tema ganha força em outros países — e pode chegar ao Brasil

A proposta holandesa não surge de forma isolada. Em outras partes da Europa, iniciativas semelhantes estão ganhando força. A França, por exemplo, já proibiu o uso de celulares em ambientes escolares. No Reino Unido, o parlamento discute a implementação de verificações obrigatórias de idade para acesso a redes sociais.

Esses movimentos revelam uma mudança de mentalidade no cenário global. A urgência de proteger a infância no mundo digital se tornou consenso entre especialistas e governos. E no Brasil? Apesar de ainda não haver uma regulamentação específica, o alerta é mais do que necessário. Afinal, segundo o Digital 2024 Report, os brasileiros estão entre os que mais passam tempo nas redes sociais em todo o planeta.

Em resumo, o recado da Holanda pode — e deve — inspirar um debate mais profundo por aqui. Afinal, garantir um desenvolvimento saudável para as próximas gerações exige, cada vez mais, atenção ao universo digital.

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